Site de apoio às aulas de Física e Química

Notícias sobre Ciência:

Nobel da Física 2009 -  para trabalho
sobre óptica e semicondutores
Atribuído a Charles Kao, Willard Boyle e George Smith

(7/10/2009)



Parabéns ao Pedro Simões! - Medalha de Bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Física 2009
(5/10/2009)

 

Concurso: Astronomia e Arte


5/10/2009


Semana da Ciência e Tecnologia

De 20 a 25 de Novembro comemorou-se a Semana da Ciência e Tecnologia em Portugal. Esta foi uma homenagem do actual Ministro da Ciência e Ensino Superior a Rómulo de Carvalho que nasceu em 24 de Novembro de 1906, comemorando-se, este ano, o centenário do seu nascimento.
Rómulo de Carvalho foi professor, pedagogo e autor de manuais escolares, historiador da ciência e da educação, divulgador científico e poeta. Foi uma personalidade singular na vida cultural portuguesa das últimas décadas. Foi um grande professor de Física e Química do Ensino Secundário, tendo por isso marcado gerações de alunos. Foi também um dos mais importantes e mais bem sucedidos divulgadores de Ciência do nosso país. As suas obras de divulgação, com uma linguagem apelativa e cientificamente correcta, gozaram de grande fama e ainda hoje se lêem com proveito e prazer.
Para o público em geral passará à história sobretudo pela belíssima poesia que escreveu, sob o pseudónimo de António Gedeão, e com a qual ganhou um lugar justo como um dos mais fantásticos poetas portugueses.
De um ponto de vista humano, a sua inteireza de carácter e honestidade intelectual sempre despertaram respeito e admiração. Prezou sempre a sua independência intelectual antes e depois da Revolução de 1974. Nos seus poemas podemos encontramos a crítica social, o humanismo, o anti-racismo, etc.
Durante grande parte da sua vida foi autor de extensos e aprofundados estudos sobre a História da Ciência em Portugal no século XVIII, vindo a ser considerado, com toda a justiça, a maior autoridade nacional sobre o tema.
Talvez por ser um excelente professor e divulgador da ciência, a sua poesia aparece pincelada de ciência, sendo que, em alguns dos seus poemas a ciência é o tema central.

Nobel da Química 2006
Roger Kornberg foi o primeiro a criar a fotografia actual de como funciona a transcrição a nível molecular no importante grupo dos organismos chamados eucariotas (organismos que têm um núcleo bem definido).
O Prémio, que tem uma dotação de 10 milhões de coroas suecas (1,1 milhões de euros) será entregue a 10 de Dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel.

Fonte: Ciencia Hoje (2006/10/04)

Nobel da Fisica 2006
Para o director do OAL, "o trabalho em causa é importantíssimo para a Astrofísica porque estabelece uma nova área científica e está simultaneamente ligado a uma área tecnológica". De acordo com o especialista, esta nova área faz parte do estudo dos momentos iniciais do Universo (a seguir ao "Big Bang") e da forma como se expandiu e foi evoluindo. A teoria do "Big Bang" sustenta que o cosmos se formou há cerca de 13,7 mil milhões de anos após uma gigantesca explosão.
Segundo Rui Agostinho, uma das formas de estudar a antiguidade do Universo é através das galáxias, mas estas só surgiram 100 milhões de anos após o "Big Bang". "Antes só havia energia e radiação de fundo, que não foi absorvida pelas g aláxias e que é a radiação deixada pelo Big Bang", explicou.
Assim, estudando as radiações de fundo será possível conhecer com cada vez mais detalhe os momentos imediatamente a seguir à grande explosão que deu origem ao Universo. Rui Agostinho afirmou que os dois laureados "mediram com exactidão as propriedades da radiação cósmica de fundo", para o que foi fundamental uma tecnologia criada também por estes dois cientistas.
"Tecnologicamente este trabalho é um marco também, pois foi produzido pela primeira vez um forno que trabalha a baixíssimas temperaturas, ou seja a -272ºC , uma temperatura "próxima do zero absoluto" (cerca de -273ºC), o mais frio que existe. Os dois investigadores "conseguiram calibrar esse forno, de forma a produz ir uma emissão equivalente ao corpo negro e compararam-na com a emissão recebida pelo satélite Cobe", lançado pela agência espacial norte-americana em 1989, explicou Rui Agostinho.
Cientificamente, o trabalho de Mather e Smoot abre uma porta no estudo das radiações de fundo, já que o satélite Cobe não tinha capacidade de resposta até aos limites, considerou. "O Cobe deixa a pista e depois surgem as experiências que fazem o estudo d a radiação de fundo em grande detalhe", acrescentou, sublinhando que esta descob erta é "uma ferramenta fundamental para estudar os tempos mais remotos, próximos do Big Bang".
Para o astrónomo, este trabalho "tão importante do ponto de vista da observação (não teórico) corrobora e dá consistência à teoria do "Big Bang" e passa a ser uma das provas fundamentais de que este existiu, afastando a teoria do esta do estacionário".
Fonte: Ciencia Hoje (2006/10/03)

 

Base de dados de Marte
O Instituto Geofísico da Universidade de Coimbra possui a Base de Dados de Links de acesso a imagens do planeta Marte mais completa do Mundo – o MIMS (Mars Image Mining System). Este sistema, único no mundo, é o resultado de uma longa pesquisa, tratamento e reconversão de dados, recolhidos nos servidores das Agências Espaciais, entre as quais, a Agência Espacial Americana (NASA) e reúne mais de 300 mil imagens de Marte. Vai ser apresentado depois de amanhã pelas 11h30m, nas instalações do Instituto Geofísico.
“Foi um trabalho árduo mas frutífero porque é uma ferramenta de trabalho essencial para os Cientistas do Mundo Inteiro”, assegura Ivo Alves, que liderou todo o processo de construção do MIMS.
O MIMS estará disponível muito em breve ao público em geral, no site do Instituto Geofísico. Será possível aceder a imagens das várias missões em Marte, baseando a pesquisa em critérios como a definição da imagem, as coordenadas geográficas ou o nome do local.
Ao consultar esta Base de Dados, o utilizador tem a possibilidade de avaliar a evolução (de 1971 a 2005) da geodinâmica externa em Marte como, por exemplo, a formação recente de crateras ou a evolução de campos de dunas. Para tal, basta procurar imagens captadas na mesma posição nas diferentes missões espaciais ao planeta.
Fonte: Ciencia Hoje (2006/09/24)